segunda-feira, 23 de junho de 2008

sábado, 21 de junho de 2008

Los Campesinos - Death to Los Campesinos


Estou completamente vidrado nesta música dos Los Campesinos. O novo álbum é uma enorme surpresa em termos de qualidade. Apesar de um som, quanto a mim colado a Broken Social Scene são uma das grandes revelação deste ano.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Bob Dylan - The Drawn Blank Series


Sendo um apreciador das qualidades de Bob Dylan enquanto músico, desconhecia a sua apetência para a pintura.

Desta feita através de uma exposição na Halcyon Gallery em Londres, fiquei com a noção que Dylan deixa um legado não só musical, como em outras vertentes das artes.

A exposição é maioritariamente composta por retratos de paisagens e de indivíduos, captadas durante o período compreendido entre 1989-1992. As pinturas foram feitas durante tours e viagens que Dylan realizou pelo mundo.

Um dos maiores artistas de todos os tempos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Morning Again - Martyr


Hoje estava a ouvir algumas malhas antigas de Envy que são claramente mais direccionadas para o hardcore e lembrei-me de uma banda que me acompanhou ao longo dos tempos. Infelizmente já não existem, mas têm um álbum (As Tradition Dies Slowly) que quanto a mim é memorável e que influenciou concerteza muitas bandas actuais de hardcore/metalcore.

Ouvi continuamente a faixa Martyr que é brilhante.

domingo, 8 de junho de 2008

Primavera Sound 2008


Algumas considerações acerca do festival:
  • O recinto é enorme e ao contrário do que acontece no Summercase a organização opta por maximizar totalmente o espaço. Ao invés de utilizar tendas como no Summercase, são utilizados palcos ao ar livre. O principal aspecto positivo em relação a este facto é que não se criam verdadeiras estufas de calor e fumo;

  • O cenário é lindo, com um dos palcos com vista para o mar;

  • É difícil escolher perante tanta opção, o que faz com que muitas vezes tivesse que optar por uma determinada banda em detrimento de outra. Escolher entre 6 palcos não é fácil;

  • Quando não se está entretido com os concertos, é sempre bom olhar em volta e ver a quantidade de personagens que surgem nestas ocasiões. Malta com colares com o símbolo da Volkswagen tirado de um carro não se vê todos os dias;

  • Tal como em todos os festivais há malta que bebe até cair para o lado. Até aí tudo bem, o pior é quando incomodam quem está pela música;

  • Em relação a Barcelona, a cidade continua a ser encantadora e a cada passagem mais me fascina. No entanto, há que ter cuidado com a malta turca. Ir de metro às 5 da manhã não é propriamente seguro e, é constante a insegurança que estes elementos criam com constantes provocações. Este fenómeno infelizmente parece generalizado;

  • Os preços da bebida e da comida são altos. Por isso, ou leva umas sandochas ou o estrago pode ser avultado. Uma cerveja de 0.5l custa 4€, ao passo que uma água custa 1€;

  • Actuações reduzidas. Nenhuma das bandas ultrapassou a 1h30m de actuação. Em festivais infelizmente não dá para mais.

Passando às bandas:

Explosions in the Sky: A razão pela qual fui ao festival. Não podia ficar mais satisfeito com a actuação destes senhores. Foi perfeito. Ouvir Greet Death, e muitas outras ao vivo é indescritível. Para além disso, os elementos da banda pareceram bastante simpáticos e acessíveis. Espero um dia puder assistir a actuação em nome próprio.

Health: Que concertaço. Dos 30 minutos mais intensos que alguma vez vi. Esta banda deve ter ouvido muito grind. Em palco ficam possessos.

Fuck Buttons: Um das bandas que mais queria ver e que superou as expectativas. O álbum é excepcional e ao vivo materializam a excelência do mesmo.

MGMT: Interessante. Tal como o álbum, também ao vivo nem todas as músicas me convencem. O concerto acabou com a Kids que marcou um dos momentos do concerto.

Devo: Fenomenal. São uns cotas cheios de força. "Whip It" foi genial. São uma lenda e como tal o concerto só podia ser lendário. Em termos cénicos fazem-me lembrar muitas vezes os Kraftwerk.

OM: Entediante. Não me convencem em disco e ao vivo muito menos.

Animal Collective: Aparentemente os concertos são como os álbuns, difíceis de interiorizar. Se em Lisboa ficaram àquem das expectativas, desta vez consegui usufruir ao máximo da actuação e o choque de deixarem algumas malhas do "Feels" já não aconteceu.

Boris: Gostei mais em Lisboa. Tenho a certeza que quase ninguém os conhecia e, como tal, foi difícil cativar a plateia. A voz muitas vezes não se fez ouvir o que prejudicou a actuação.

Vampire Weekend: A banda que vi depois de EITS e como tal não consegui disfrutar ao máximo. Aparentam ser competentes, mas no Alive será possível fazer uma apreciação mais elaborada.

Midinight Juggernauts: Contagiante. Uma performance cheia de força. Muito acima daquilo que pensei que poderia ser a reprodução do álbum ao vivo.

British Sea Power: Ouvi as faixas que queria e depois fiz-me à estrada para ganhar posição no concerto de Boris.

Rufus Wainwright: É sempre um prazer ouvir um dos melhores songwriters da actualidade. Depois de o ver 3 vezes continua a despertar interesse. Pena a actuação reduzida.

Bon Iver: Interessante. Depois de 2 dias a ouvir "barulho" foi bom ouvir algo acústico.

Scout Niblett: Tem momentos agradáveis e tem potencial, mas torna-se mutio repetitivo.

Okkervil River e Mission of Burma: Razoável. Passadas algumas músicas deixa de ter piada.

Nota negativa para Shellac, Autolux, Enon, Les savy Fav que conseguiram maçar-me ao ponto de não ver a totalidade do concerto.

Grande festival. Grande ambiente. Para o ano espero voltar.

Leonard Cohen - The Future (Natural Born Killers)


Ao rever o Natural Born Killers, fiquei com a clara sensação que actualmente muitos dos filmes são influenciados por esta obra-prima. Em termos visuais penso que é por demais evidente.

Uma das mais bonitas histórias de amor do cinema.

Para além disso tem uma banda-sonora bastante interessante.

Shit, man, I'm a natural born killer.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Health


Depois de terem sido uma das bandas que mais me surpreendeu no Primavera Sound, fui revê-los ontem ao ZDB. Mais uma vez, foi uma actuação electrizante, cheia de energia. Nota para o facto de o álbum ao vivo ganhar uma dimensão ainda mais fascinante.

Para além de terem um dos melhores álbuns do ano, são também das melhores actuações ao vivo que presentiei nesta temporada.

Health - Triceratops

Explosions in the Sky - Primavera Sound



Um dos concertos da minha vida. Valeu a pena ter ido ao festival com o intuito de os ver. Nos próximos dias farei uma review acerca da minha experiência no festival.


Para já fica aqui uma recordação que quis trazer:



quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sigur Rós - Gobbledigook


Sigur Rós são das minhas bandas de eleição, especialmente pela sua originalidade. Foi revelado o primeiro single que irá constar no novo álbum a ser editado em Junho. Serei só eu que acho está faixa muita estranha?

Confesso que a primeira vez que ouvi foi um choque. Não é este tipo de sonoridade que espero de Sigur Rós. Após algumas audições, já vai entrando, mas temo que se o álbum for nesta linha, não teremos um sucessor à altura de Takk.

sábado, 17 de maio de 2008

Envy - Madrid 24 Junho


Mais um concerto que não podia perder. Dia 24 de Junho farei uma incursão a Madrid, para ver ao vivo os Envy. Vai ser uma viagem relâmpago à empresário.

Ouvir "A Warm Room" ao vivo deve ser uma experiência do outro mundo.

Quero agradecer ao André do blog Amplificasom por me ter arranjado o contacto do organizador, sem o qual não teria sido possível fazer a reserva do bilhete.

Envy - A Warm Room


quinta-feira, 15 de maio de 2008

The Cure - The Only One


Aqui está o primeiro single de avanço para o novo álbum de Cure que tem data de lançamento em Setembro.

Se o álbum seguir este single, penso que teremos algo semelhante ao último registo. Não sendo claramente o melhor da banda, gostei bastante desse álbum.

Quanto ao single, nada de extraordinário, mas conseguido.

domingo, 11 de maio de 2008

Arcade Fire & David Bowie


Saber que não posso ver Arcade Fire nos próximos tempos é deprimente. Sendo assim, resta-me recorrer ao youtube e encontrar verdadeiras pérolas.

É arrepiante, ver a melhor banda do mundo a partilhar o mesmo palco com um dos maiores ícones da história musical.

Arcade Fire & David Bowie - Wake Up



Arcade Fire & David Bowie - Five Years

quinta-feira, 8 de maio de 2008

OMD Live: Architecture & Morality & More

Os OMD estão de regresso com um álbum ao vivo referente à tour que marcou a reunião da banda.
Felizmente, tive a oportunidade de os ver ao vivo na altura deste regresso. Eu sei que o som é duvidoso, mas eles deram um grande concerto e foi muito bom recordar esta banda que tem alguns temas memoráveis.
Para além disso, marcou um dos momentos "Prison Break" desta passagem de ano.


OMD - Electricity

Audições

Wolves in the Throne Room - Two Hunters

Os álbuns depressivos e deprimentes sempre me cativaram. No que diz respeito ao black metal, bandas como esta, estão claramente no meu top. Isto apesar de os Wolves in the Throne Room não se definirem como uma banda de BM. No entanto, muitas carasterísticas deste tipo de sonoridade estão presentes neste disco.
É impossível qualquer apreciador deste tipo de música ficar indiferente a este álbum e, não ter verdadeiras "viagens mentais" a ouvir faixas como "Vastness and Sorrow" e " I Will Lay Down My Bones Among".
Já ouvi vezes sem conta este álbum e, cada vez que o faço encontro mais pormenores geniais. A par de álbuns de Xasthur e de Make a Change...Kill Yourself, é do melhor que se tem feito dentro deste espectro musical.

Cut Copy - In Ghost Colours

Monótono e Cansativo.
Não fosse a faixa "Lights & Music" e o álbum seria um completo fracasso. "In Ghost Colours" assemelha-se a uma faixa sem fim, dando a sensação que não há qualquer tipo de variação.
Denota-se uma completa falta de originalidade. A crítica tem sido favorável a este registo, mas parece-me completamente despropositado o "hype" à volta desta banda e deste álbum.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Oficial - Primavera Sound 2008


Depois de na edição de 2007 ter estado quase a assegurar presença, este ano não escapa.

Ver Explosions in the Sky ao vivo, vai ser de certo uma das melhores experiências que vou ter. No entanto, o cartaz está repleto de bandas que quero ver. As minhas escolhas, em princípio serão as seguintes:

29 Maio: Explosions in the Sky; Portishead; Vampire Weekend; Boris; British Sea Power, Holy Fuck, MGMT; Health; Moho.

30 Maio: Devo; The Go! Team; Bill Callahan; El Guincho, Polvo; OM; Fuck Buttons; Why?

31 Maio: Animal Collective; Rufus Wainwright; Mission of Burma; Deerhunter; Okkervil River; Les Savy Fac; Dirty Projectors; Bon Iver.

Explosions in the Sky - The Birth and Death of the Day

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Audições

Portishead - Third

Ao fim de muitos anos de espera, surge um novo álbum de Portishead. Não é muito usual uma banda com tantos anos de carreira, ter apenas editados três álbuns originais e um registo ao vivo.

No concerto em Lisboa, os Portishead apresentaram grande parte dos temas que "Third" e, já nessa ocasião, tinham soado muito bem. Ao ouvir o disco, fico claramente impressionado.

Adoro este álbum e há faixas que são fenomenais, com destaque para "Silence", "The Rip", "We Carry On", "Machine Gun" e "Threads".

Um dos álbuns do ano e, quem sabe, se não o melhor de Portishead.



The Presets - Apocalypto


Uma boa surpresa. No entanto, quando oiço o álbum na sua totalidade, fico com a sensação que algumas faixas eram completamente escusadas e que o álbum se arrasta em demasia, uma vez que, as últimas faixas apostam quase unicamente na batida e são bastante desinteressantes.


Apesar disso, existem algumas malhas bastante interessantes, nomeadamente as 7 primeiras faixas. Depois opta-se pelo "salve-se quem puder" e o álbum perde o rumo.

The Long Blondes - Couples

Aquando do lançamento de "Someone to Drive You Home", fiquei bastante bem impressionado com esta banda. Considero o referido álbum, melhor conseguido do que o seu sucessor. "Couples" tem uma dupla faceta, se as primeiras faixas são mais apelativas e assemelham-se ao que foi feito no passado, as faixas posteriores são pouco convincentes.

"Couples" revela-se um álbum competente mas sem ser muito apelativo.

British Sea Power - do You Like Rock Music?

Não conhecia qualquer resgisto desta banda até à edição deste álbum.

Durante uns tempos andei completamente viciado nas primeiras 4 faixas, e quase nem ouvia o resto do álbum. Infelizmente quando ouvi o restante, fiquei com a impressão que tirando as referidas faixas, o resto do álbum é mediano e não acompanhava verdadeiros hinos como "Waving Flags" e "No Lucifer".

Guillemots - Red
Desilusão.

Guillemots será provavelmente, uma das bandas que funciona melhor ao vivo do que em álbum. O ano passado a actuação deles numa das tendas do Summercase foi uma verdadeira loucura. Depois desta actuação comecei a dar mais importância a Guillemots e ansiava por este álbum.

Antes da edição do álbum, o single "Get Over It" fazia prever um grande registo. Não foi isso que aconteceu e, se não fosse a referida faixa a desilusão ainda seria mais acentuada.

sábado, 26 de abril de 2008

Cantinho do Vinyl

Nick Cave and the Bad Seeds & PJ Harvey - Henry Lee

Esta rara edição em 7 EP, vale maioritariamente pela imagem da capa. Nick Cave em momentos "sentidos" com PJ Harvey é de valor.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Nick Cave and the Bad Seeds - Coliseu de Lisboa

Ao fim de muitos anos de espera, consegui finalmente concretizar o desejo de ver Nick Cave. No passado, por razões maioritariamente monetárias, não me foi possível ver qualquer dos concertos que foram realizados em Portugal.

Finalmente, foi possível estar perante este senhor. Sim, Nick Cave é de facto um Senhor.

O concerto superou as minhas melhores expectativas, 140 minutos de concerto não é para qualquer um. Nota-se que algumas faixas ainda necessitam de algum trabalho em palco, mas até nisso Nick Cave demonstra humildade, ao apelidar de "a fucking disaster" a demonstração ao vivo de "Get Ready for Love"

Nick Cave é um comunicador nato, sabe quando deve agitar a plateia, quando deve acalmar, e move-se no palco como muito poucos. Comunica com o público no meio das músicas e chega a perguntar várias vezes qual a próxima que se pretende ouvir.

Uma noite memorável que me faz sentir que no passado perdi grandes noites ao som de Nick Cave and the Bad Seeds.

sábado, 19 de abril de 2008

Animal Collective - Grass



28 Maio - Lux

O Bilhete já cá canta..Prevejo um dos melhores concertos do ano..

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Audições

Fuck Buttons - Street Horrrsing

Arrepiante. Uma das bandas mais estimulantes que tenho ouvido nos últimos tempos, que pisca o olho aos mais diversos estilos musicais.

É impossível não me lembrar de Earth quando oiço este álbum, especialmente dos registos mais antigos. Estava a precisar de um álbum como este, constante e que roça a perfeição.

Distorção, Gritaria e Depressão, nunca combinaram tão bem.

The Whip - X Mark Destination

Será este disco um exemplo do tão falado Indiedance?

Os The Whip acabam por ser uma boa surpresa, a faixa "Trash" já era conhecida antes de o álbum sair, e se os The Whip seguissem a fórmula poderiamos ter um bom álbum.

Assim foi, depois da faixa incial ("Trash"), parece que os The Whip optaram por faixas com menos ritmo, para a partir da faixa "Divebomb", voltarem aos registos mais electro, com a faixa "Blackout" a demonstrar isso mesmo.

Um bom álbum, sem ser excepcional, mas que não apresenta apenas um "Hit" e isso, actualmente, é louvável.

Goldfrapp - Seventh Tree

Será difícil voltar a fazer algo como o "Felt Mountain", que continua a ser o melhor álbum e o mais inovador de Goldfrapp.

Seventh Tree puderá não estar ao nível de "Felt Mountain", mas se há alguma coisa que nunca será apontado a Alison Goldfrapp, é que não pretenda inovar e criar constantemente álbuns diferentes dos anteriores. Isso é mais uma vez notado neste novo registo que muda completamente os caminhos mais dancáveis de "Black Cherry" e "Supernatural", para um registo mais calmo e introspectivo.


Hercules and Love Affair - Hercules and Love Affair

As expectativas para este álbum eram muito altas, maioritariamente devido ao excelente tema "Blind". Este tema tocou insesantemente e mais uma vez a voz de Antony Hegarty merece louvores. Este senhor tem uma enorme capacidade vocal.

Entretanto o álbum saiu e ouvi as restantes faixas. Infelizmente não acompanham a qualidade de "Blind" e estamos perante um álbum que, quanto a mim, não traz grande novidades, sendo apenas mediano.